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Início 10 Mar 2003

 




Dinghy Yves Roux

Atualizado em: 11/Ago/2003

Construtor: Carlos Estevez
Site Pessoal: www.ilhadoarvoredo.com.br
Cidade: Bombinhas - SC
e-mail: carlos@ilhadoarvoredo.com.br
Projeto: Comprado na internet por U$50,00
Nome do barco: Yves Roux

Aulas de vela e passeios de escuna em Florianópolis: www.ilhadoarvoredo.com.br

 

Atualizado 11/Ago/2003: Inicio

Este Dinghy foi construido por Carlos Estevez. como barco de apoio a escuna Lendário, o método escolhido é o "stitch and glue" ou seja "Costurar e colar", esta é uma das formas mais faceis de se montar um barco. Um detalhe importante é como o barco foi pintado usando tinta latex acrilica a base de água.


Para aumentar a foto, de um click sobre ela.

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Esta foto mostra que usei gabaritos de papel em tamanho real (tambem podería ter transportado as medidas diretamente encima da folha de compensado, mais preferí fazer gabaritos para avaliar se havia cometido algum erro de medição)

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Inicio dos cortes nas chapas de compensado

 

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Emenda na ponta de um dos paineis do fundo, na parte de proa. Tais emendas foram necessárias porque a medida dos compensados americanos (as plantas foram feitas encima das medidas em USA) não são iguais aos compensados fabricados no Brasil. Optei por emendar a parte da proa ao invés da popa, porque as colagens necessárias foram menores do que seriam se fossem na popa, e a forma prismática do casco fechado na proa confere maior solidez do que se fosse na popa.

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Emenda de um dos painéis do fundo. Esta emenda fica embaixo da caverna de popa sob o banco da popa.

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Emenda de um dos painéis do costado. Esta emenda fica sob a caverna de meia nau.

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Corte das cavernas ( três ao todo )

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O alinhamento das cavernas, primeiro passo para iniciar a montagem.

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Nesta foto podemos ver que ambos painéis do costado unidos na proa são dispostos a cada lado das cavernas e o espelho de popa fecha o "perímetro" Tudo é costurado com arame.

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A foto 10 mostra que fora inserida a caverna de popa dando alguma rigidez ao conjunto

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Esta foto mostra as duas metades do fundo já unidas entre si, sendo colocadas para fechar o bote e costuradas no lugar com arame"

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O barco fechado e pronto para iniciar a colagem das emendas externamente.

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Tira de tecido bidirecional (tape) colocada externamente como reforço das emendas.

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Antes de virar o casco, deve-se preencher as frestas e outras irregularidades com um massa feita de epóxi e pó de serragem.

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Barco virado.

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Internamente seguimos o mesmo procedimento aplicado do lado de fora, ou seja: preencher frestas com massa epóxi e serragem, depois colar uma fita de tecido ao longo das juntas.

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Onde você conseguiu o projeto ?
Comprei por U$50,00 pela internet

Quais os procedimentos do "Stitch and Glue" ou "Costurar e Colar" ?
Efetivamente costura-se com poucas pontadas de arame (uma cada um palmo mais ou menos). Você cola as frestas das juntas, e depois retira os arames, preenche os furinhos e cola a fita. Tem pessoas que não removem o arame (que fica sumido no interior da colagem na junta) mais se possível é bom remover para evitar infiltrações ou ferrugem.

Qual o tipo de cola que você utilizou ?
Epoxi

Qual o custo aproximado do barco ?
Na época ( 2000 ) saiu por R$ 700,00 incluída vela

Como o barco foi pintado ?
Pense que o volume mundial de negócios com tinta para construção civil é infinitamente maior que o que envolve tinta naval. O maior volume de investimentos nas areas de pesquisa e desenvolvimento é feito para as tintas de construção civil. E dentre estas, as que mais resistem as intemperies, e são mais baratas, são as tintas latex a base d'água. De quebra, os pincéis e bandejas lavam-se com água e aproveitam-se novamente, gerando maior economía.

O que você faria hoje de diferente na montagem deste barco ?
Algumas partes do barco são diferentes para servir como bote de apoio, a remo ou motor de popa. Se monta-se este barco novamente, o cortaría diretamente para ser a vela, ao inves de faze-lo a remo e depois reformá-lo para vela.


Existiu algo que não deu certo ?
Sim, comprei resinas epóxi mais baratas e enfrentei problemas com a cura, por causa da humidade do ar e da temperatura. Hoje não tentaria economizar e compraría diretamente a resina Scuna da Tubolit que apresenta melhores resultados neste clima hímido e frío.

Quanto tempo de montagem?
Bastante, porque trabalhava poucas horas, uns dias sim, outros dias não. Nas instruções diz que pode ser construido com 25Hs de trabalho. Eu acredito que não, um construtor amador gastaria no mínimo um mês.

O que você inventou na montagem do barco ?
Inventei um reforço estrutural por debaixo do conves de proa afim de prover de algum lugar sólido para pegar o bote para arrasta-lo pela areia, servindo tambem de reforço para a base do mastro. Também aumentei por minha conta o tamanho da quilha prevendo o desgaste do arrasto inevitável na areia da praia.

Para ipermeabilizar o barco, quantas demãos de polister você aplicou ?
Não usei poliester de jeito nenhum. Só epóxi para colar, o casco não é impermeabilizado absolutamente, apenas pintado.

Como foi a pintura ?

Foi uma demão de primer latex acrílico, que como sabem é a base de água, e depois pintei com duas demãos de latex acrílico (tinta a base d'água para pintar casas de madeira ou alvenaría) O raciocínio que norteiou a escolha da tinta, é que uma tinta a base d'água tem maior penetração na madeira do que uma de base sintética, é muito mais barata, e de resistência e durabilidade superior a muitas tintas de uso naval.

A pintura interna do barco seguiu o mesmo precesso da parte externa ?
Sim

Quais partes do barco você teve que retocar a tinta depois de algum tempo ?
As quinas do casco um pouco a ré da meia nau, que são os lugares onde o bote arrasta na areia da praia, e claro, a quilha pelo mesmo motivo.

A Você utilizou tecido ou manta de vibra de vidro em alguma parte do barco ?

Utilizei tecido bidirecional leve externamente ao longo das quinas, e internamente na caixa de bolina, ademais das quinas internas.

O que é o tecido bidirecional ?

O tecido bidirecional, é aquele em que as fibras são dispostas perpendicularmente, provendo resistência aos esforços no sentido do comprimento e da largura do tecido. O bom bidirecional não é tramado, mais disposto em camadas, uma no sentido do comprimento, outra no sentido da largura, minimizando o stress que ocorre na trama dos tecidos de acabamento normais.
A diferença com a manta, é que nesta, as fibras estão desordenadas. Neste bote pode ser usado tecido tramado normal de acabamento ao inves do bi-direcional, mais nunca manta.

Qual madeira que utilizou no leme ?
Compensado de cedro naval, como no resto do barco menos o mastro.

Qual o tecido da Vela ?
A vela é de dácron, pela textura seguramente dacron nacional.

A quanto tempo este barco esta pronto se ele apresentou algum problema ?
Vai fazer três anos, e nunca apresentou problema.